"Precisamos de Mudar a Nossa Forma de Entender o Mundo, Urgentemente"

Mateus 24:7-8 (e se for)?

Precisamos de decidir o nosso futuro!
Acredito de que precisamos reconstituir esta casa chamada Moçambique. Um lar que abriga muitos, mas onde poucos realmente vivem. Triste, mas essa é a realidade, não é mesmo?

Em minhas reflexões olhei para Voltaire dizendo: "tudo o que você diz deve ser verdade, mas nem tudo que é verdade deve ser dito". Olhe, Voltaire presenteou o mundo com um paradoxo. Ninguém vai entender qual seria a verdade falada e a verdade que deve permanecer oculta. Digo, lar de todos, os seus filhos transformados em vagabundos, caminhando em direcção à vagabundagem sem retorno, tornar-se-ão marginais, prostitutos, vingativos e egoístas. Sua vagabundagem é referida por Mudungazi. Nossa! Penosa esta nação vagabunda, o pior, experimenta a vagabundagem sem ao menos notar. Acredito. Seremos escrotos e sem dignidade para a geração vindoura. Então, lar de todos: se não for pela dor, que seja pela preocupação; se isso também não for suficiente, que seja pelo reconhecimento do seu próprio lado. Creio, é importante reflectir os contextos actuais do nosso Moçambique. Aliás, como proponente e aspirante a causas pacificamente estabelecidas, valorizo, principalmente, as palavras da Noémia de Souza. Não a vejo apenas como autora dos movimentos nacionalistas em Moçambique,  mas como alguém cujo percurso merece ser analisado à luz da causa moçambicana, refectindo tudo o que essa nova geração pode vir a chorar...

Vamos?

Sabes! Chegamos a um momento em que as sagradas escrituras parecem não ter mais impacto. Pergunto-me: onde vamos com isso? Existe uma terra prometida para nós? Somente meu bom Deus poderia fornecer as respostas exactas sobre este fenómeno que parece particular, porém mundial. Lá se vão Americanos e Asiáticos. 

Em termos iguais, lutaram Eduardo Mondlane e Samora Machel mas, hoje, o nosso lar se tornou palco daqueles que não entenderam a necessidade da luta pela libertação nacional. Lembro-me do dia em que tudo poderia ter sido evitado; entretanto, todos se pronunciaram com fervor para trilhar caminhos sem volta. Hoje, choramos não porque somos covardes, mas porque nos falta esperança. Se possível,  olhe para o que está escrito...

Guerras que assolam o mundo têm um impacto devastador no progresso e crescimento da humanidade. Elas não apenas destroem vidas, mas também desestabilizam sociedades e arruinam o potencial de desenvolvimento. Em Tiago 4:1-2, encontramos uma reflexão profunda sobre as causas dos conflitos: "De onde vêm as guerras e contendas que há entre vós? Não vêm das vossas paixões, que combatem nos vossos membros? Cobiçais, e nada tendes; matais e invejas, e não podeis alcançar; combatis e guerreais". Essa mensagem lembra-nos que a ambição desmedida e o egoísmo são raízes dos conflitos, impedindo a construção de um futuro harmonioso. Falando nisso, lá se foi a 1ª, a 2ª e a 3ª, agora, percorremos a 4ª com objectivos desumanos e que foco a paralisação total da economia que, amanhã, poderia fazer diferença ao meu preto carvão. Acrescento, Elon Musk já se fez sentir e continua se sentindo, o que esperamos?

Em Moçambique, é urgente que aprendamos a viver em sintonia, unindo-nos em causas justas. A diversidade do nosso povo deve ser uma fonte de força e não de divisão.  Em Efésios 4:3, somos exortados a "procurar guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz". Nessa busca pela paz, precisamos cultivar o diálogo e a compreensão mútua, reconhecendo que nossas diferenças podem ser uma riqueza cultural e espiritual. Olhe, Severino Ngoenha, enquanto eu clamava e gritava para ser ouvido por todos, a mim disse: "...em campanhas, não simplesmente de vigilância, mas de procura de uma paz verdadeira, organizando-se em pequenos grupos, em pequenas comunidades para que o nosso país, o diálogo,  a paz, a transparência sejam uma realidade constante". 

Neste ponto, Severino Ngoenha demonstra e livra-me dos maus pensamentos porque isto que acontece ao nosso redor, não é o adequado no contexto em que se grita: país pobre do mundo. Neste caso, a reflexão a respeito do amor ao próximo é fundamental neste contexto. Em Mateus 22:39, Jesus nos ensina: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo". Este mandamento não é apenas um ideal; é um chamado à acção.  O amor ao próximo nos impulsiona a cuidar dos outros, a lutar por justiça e igualdade,  e a construir uma sociedade onde todos tenham oportunidades para prosperar. Quando praticamos o amor ao próximo, transformamos nossas comunidades em lugares de acolhimento e solidariedade.  Portanto, ao reflectirmos os efeitos das guerras no mundo e a necessidade de viver em harmonia em Moçambique,  devemos lembrar que o amor é a chave para superar divisões e promover um futuro melhor para todos. Que possamos nos inspirar nas palavras Bíblicas para agir com compaixão e buscar sempre a paz.

As manifestações são um direito cívico,  porém, tornar-se-ão marginais se não agirmos dentro dos parâmetros estabelecidos. Sejamos capazes de recuperar Moçambique através do diálogo. 

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