Evolução da Língua Portuguesa no Tempo: reflexões e propostas de exercícios

*Tema:* Evolução da Língua Portuguesa no tempo.

*Conteúdos:*

• Do indo-europeu ao Latim;

• Do Latim às Línguas Românicas. (Influência dos outros povos).

• Do Português Arcaico ao Português Moderno.

*Do indo-europeu ao Latim*

O estudo comparativo de diversas línguas da Europa e da Ásia levou os linguistas a pensar que estas terão derivadas de uma língua comum: *Indo-europeia*. 

Acrescentado, o espaço do *Basco* mostra que todas as línguas oficiais dos países da Europa Ocidental pertencem a quatro ramos da família indo-europeia. Como nota, um quinto ramo *O Eslavo* - engloba diversas línguas actuais da Europa Oriental. 

Do ramo romântico, fazem parte as línguas que derivam do latim, uma das quais é a *Língua Portuguesa*.

Os quatro ramos da família indo-europeia são:

*O Helénico* - (Grego)

*O românico* - (Português, Italiano, Francês, Castelhano/Espanhol, Romeno, Sardo e Provençal)

*O Germânico* - (inglês e alemão)

*O Céltico* - (Irlandês e Gaélico).

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*Do Latim às Línguas Românicas*

Neste processo, encontramos o Latim. Uma língua que era falada no *Lácio* (Região de Roma), que se propagou além-fronteiras com a *Romanização* - processo de conquista territorial e dominação cultural efectuado pelos *Romanos*. Assim, observamos neste ponto que, o Latim apresentava duas variantes.

1. O Latim clássico e o Latim vulgar/popular.

*O Latim clássico* - era uma variante falada por pessoas que tinham um nível de escolaridade elevado, exemplo dos poetas, sacerdotes e governantes.

*O Latim vulgar/popular -* era uma variante do Latim que era falada pelos legionários (povo) e os soldados que participaram na *expansão do Império Romano*.

Mais tarde, em outros locais, entrando em contacto com outras línguas e culturas, o latim vulgar/popular sofreu modificações e diferenciações, originando, primeiro:

1. O romanço e,

2. As línguas Românicas/Novilatinas.

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*Influência dos outros povos*

Para a compreensão eficiente deste ponto, é importante destacar que, temos o Latim como Estracto. Temos o substracto celta e os superestractos (Germânico e Árabe).

*o Substracto Celta* - mostra que, os povos que habitavam a região da Península Ibérica antes da Romanização falavam outras línguas, sobretudo a *celta*. Embora os povos vencidos tenham adoptado a língua dos vencedores *Os Romanos*, foram também transportados para o latim termos dessas línguas autóctenes (nativas).

O latim foi, assim, ganhando novas palavras oriundas da língua celta que se falava na Península Ibérica.

Ex.: Camisa, Carro, Saia, etc.

*O Superestracto Germânico* - este explicita que, por volta do século V d.c., os povos germânicos invadiram a Península Ibérica. 

Como possuíam uma cultura inferior, adoptaram a língua dos vencidos (o latim), mas introduziram-lhe palavras da sua língua. 

Ex.: Guerra, marchar, roubar, orgulho, Afonso, Fernando e Gomes.

*O Superestracto árabe* - este mostra que, no século VIII, a Península Ibérica sofreu uma nova invasão, desta vez pelos *árabes*. 

Importa frisar que, a presença Árabe prolongou-se por vários séculos e, assim, muitas palavras de origem árabe entraram na Língua Portuguesa. Muitas delas iniciadas por *"al".*

Ex.: álcool, alfaiate, alface, algarismos, etc. Por vezes, vocês vão encontrar outras palavras sem a inicial *al*, mas pertencendo a origem Árabe (garrafa, oxalá, Xadrez, Xarope, armazém, azul, etc.).

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*Do Português Arcaico ao Português Moderno/Contemporâneo*

Neste período, devemos observar três pontos essenciais. 

1. Português arcaico (fins do século XII ao XVI).

2. Português Clássico (do século XVI ao XVII)

3. Português Moderno/Contemporâneo (do século XVIII até aos dias de hoje).

*Português Arcaico*

O Português Arcaico evolui sem influências de outras línguas até meados do século XIV - este - associado ao Galego, originou o galego-português/galaico-português.

Lembramos, meus caros, alguns estudiosos dizem que, foi neste período que o Português nasceu oficialmente no século XIII, quando *D.Dinis* legislou que todos os documentos fossem escritos em português. Mas outros, dizem que é no período clássico, portanto, devemos observar, como conclusão *o Português Arcaico como o início do Português oficializado em documentos (oficiais)*.

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*Português/período Clássico*

Com a expansão marítima, nos séculos XV e XVI, a Língua Portuguesa passou a ser falada em muitas regiões da África, Ásia e América, tendo sido, nesta altura, enriquecida com vocábulos provenientes dessas culturas. 

A partir do século XII, com a intensificação das relações comerciais e culturais de Portugal com outros países europeus, vários termos de outras línguas foram adoptados pela Língua Portuguesa: *são os estrangeirismos*.

Ex.: 

Futebol;

Mouse;

Pizza;

Show;

Bife;

Sutiã;

Sandwich, etc.

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*Português/período Moderno/Contemporâneo*

Além da evolução sofrida pela Língua Portuguesa resultante do contacto com outras línguas, também a necessidade de nomear novos objectos e novas realidades vai dando origem à criação de novas palavras: *Os neologismos*

Ex.: 

Deletar;

Clicar; 

Tuiteiro/tar, etc.

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*Evolução Fonética e Semântica da Língua Portuguesa*

Prestemos atenção, meus caros. Aqui, vamos descrever alguns fenómenos da evolução fonética e semântica, neste caso, há necessidade de acompanhar muito bem os processos.

AGORA, VAMOS!

*Evolução Fonética*

Muitas palavras do português provêm do latim e resultam de transformações sofridas ao longo de séculos, quase sempre pela tendência de os falantes reduzirem o esforço ao pronunciar alguns *sons*.

Como fenómenos, apresentamos:

1. Queda

2. Adição 

3. Permuta/alteração 

É importante saber que, os fenómenos apresentados acima, tem uma outra especificação, ou seja, o fenómeno da Queda, apresenta três outros fenómenos. 

•Queda (supressão de um fonema)

1. *Aférese* (a queda de um fonema no início);

2. *Síncope* (a queda de um fonema no meio)

3. *Apócope* (a queda de um fonema no final)

• Adição (aumento de um fonema)

1. *Prótese* (aumento de um fonema no início)

2. *Epêntese* (aumento de um fonema no meio)

3. *Paragoge* (aumento de um fonema no final)

• Permuta/alteração (as modificações fonéticas resultam da influência de alguns fonemas sobre outros que se encontram próximos).

1. *Metátese* (mudança de lugar de fonemas dentro da palavra)

2. *Vocalização* (quando as consoantes passam a vogais)

3. *Sonorização* (quando as consoantes *surdas* passam a consoantes *sonoras*.

4. *Palatalização* (quando o som passa de não palatal para palatal)

5. *Assimilação* (modificação de um som que por influência de outro que ele é vizinho, torna-se igual).

6. *Contracção* (só com vogais) por isso, acontece de duas formas.

6.1. *Crase* (duas vogais, uma vogal)

6.3. *Sinérese* (duas vogais, um ditongo).

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Bom, meus caros, terminamos os conteúdos inerentes à Evolução Fonética. Agora, vamos discutir um pouco a respeito da Evolução Semântica. 

*Evolução Semântica*

A Evolução Semântica consiste na alteração de sentido/significado que se verifica em certas palavras ao longo do tempo. Esta alteração está ligada a factores temporais e espaciais.

É importante saber que, a evolução Semântica obedece a três processos:

1. Por alargamento;

2. por restrição;

3. por alteração. 

*Por alargamento* 

O que acontece neste tipo de evolução semântica é que se alarga o sentido da palavra, o que inicialmente significava apenas uma coisa, passa ao longo dos tempos, significar não só esta coisa, como também outras.

Mamar - *significado literal* (chupar o leite da mama) *significado não-literal* (gastar, chular/ aproveitar).

Cabeça - *significado literal* (órgão do corpo) *significado não literal* - (uma pessoa inteligente).

Plantar - *significado literal* (semear) *significado não literal* (não cumprir um compromisso).

*Por restrição*

Esta tipologia verifica-se quando se restringe o significado da palavra. 

Ex.:

Lente - o que lê - professor universitário. 

*por alteração*

A evolução semântica por alteração nota-se em palavras cujo significado foi se alterando ao longo dos tempos, é o célebre caso da palavra. 

Ex.: 

Ministro - aquele que serve, escravo, - o que presta serviços ao Deus, o Sacerdote, - aquele que serve um Estado, ou seja, o mimistro de um Governo.

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Terminado tudo sobre a evolução da Língua Portuguesa, vamos resolver estes exercícios de aplicação.

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*Exercícios de Aplicação*

1.Atente aos seguintes exemplos, demonstrando o fenómeno subjacente e o tipo de evolução na Língua Portuguesa.

1. Calidu> Caldo

2. Amore> Amor

3. Dat> Dá

4. inamorar> namorar

5. Estella> Estrela

6. Scribere> Escrever

7. Regno>Reino

8. Amicu> Amigo

9. Nosto> Nosso

10. Pede>Pee>Pé

11. Lege>Lee>Lei

12. Filiu>Filho

13. Lente - o que lê - professor universitário. 

14. Ministro - aquele que serve, escrevo - o que presta serviço ao Deus, o Sacerdote - aquele que serve um estado, o Ministro de um Governo. 

15. Chapa - de zinco - meio de transporte.

16. Gato - Felino - padrão de beleza de um homem.

17. Bala - projéctil metálico - mulher bonita. 

2.Tomando em consideração as seguintes palavras: 

1. Refresco;

2. Mamar;

3. Bala;

4. Gato;

5. Empregada;

6. Chapa;

7. Ministro;

8. Cabeça; 

9. Plantar; 

10. Bolada. 

Construa frases que mostram a ocorrência do significado literal e o do significado não literal.

3. Identifique as frases incorrectas e, depois, escreva correctamente as frases que terá identificado. 

1. Este livro fui dado pela minha mãe. 

2. Fui desprezado com as minhas irmãs. 

3. Nem na praia nem no baile estiveram.

4. A gente somos acolhedoras.

5. Por acaso desconsegui de levar toda a encomenda. 

6. Foi-me emprestado um Manual.

7. Quando fores ao campo, passa da minha casa.

8. Os aniversariantes tem muita sorte.

9. A população fez parte do filme.

Até aqui, meus caros,  bom trabalho!

O Palco de Criação

No Palco de Criação, o céu em turbilhão,

Deus, num abraço de anjos, em fúria e canção.

Um sopro divino, em luz e cor, a vibrar,

Adão, em repouso, pronto para se afervorar.

A mão estendida, um gesto a desafiar,

A distancia entre o Criador e a Criatura a desafiar,

O dedo de Adão, em busca do Contacto,

A centelha da vida, um encontro tão intacto. 


O corpo em repouso, a alma em despertar,

No olhar de Adão, o universo a se afogar,

No toque da mão, a vida a se acender,

Um novo amanhecer, a história a se entender.

Deus, em seu poder, a vida a conceder,

No céu e na terra, a história a escrever,

A obra-prima, em cores, a vibrar,

No espelho da arte, a alma a se encontrar.


O Silêncio

 Nas entrelinhas do silêncio, encontro-me refugiado

Procurando o mal que atormenta o rio Eufrates

Sem explicação, encaixo-me no encaixe do nada

Acredito que somos apenas laranjas num jogo sujo…

Sabia? 

Seus dedos apontam sempre ao sangue

Ao ferido, ao cadáver morto sem piedade.

Que malditos xitaporas do mundo sem bondade…

Mas que bondade? Se ao menos soubéssemos o significado,

Acho que das entrelinhas do silêncio teríamos a resposta.


Entretanto, é o silêncio chingando o silêncio

É dor de ver o silêncio brincando com o silêncio

Senão o silêncio rebolando pela vergonha que dá ao mundo

Que silêncio estúpido

Maldito

O mal dito está sobreposto ao silêncio

Pois, nem todos estão em silêncio

Tornamo-nos vagabundos do destino infernal

O rio já está seco…demónios passeando pela terra

Nas escadas, o mestre desce, soube, desce

Maldito é o silêncio que invade a minha alma.


A vida pertinente

Num sopro fugaz, a centelha que dança
E nos ascende,
Um universo contido em cada instante
Que a alma apreende.
Não é mero acaso, nem sorte ao léu
Lancada à brisa,
Mas milagre que pulsa, cancão que se eterniza,
Força indomável que ruge,
Mesmo na mais tenra semente.
É o dom mais sagrado, o fio vibrante, incandescente!
Então ergue a fronte,
Respira este ar que te invade profundo,
Pois cada batida é um grito,
Ecoando pelo mundo.
Nesta tela efémera, és tinta, és traço, és a cor
Mais vital, não desperdices a chance,
Com a ternura do amanhecer,
Pois esta vida,
Esta única vida,
É tudo o que tens para ser!


A simpatia dos amores

Que encanto reside no ar,

Quando os olhos se encontram

E, sem que palavra se diga, as almas se aprontam?

É um fio de luz invisível,

Um aceno discreto,

A finalidade que surge, sem pedir qualquer

Decreto.

Não é forca que impele,

Nem razão que comanda,

Mas um jeito que agrada, uma graça que abranda.

Um sorriso espelhado,

Um gesto que convida,

A conversa que flui, tao leve e

Comprida. 


Há um quê de magia nesse laco

Que se tece, uma súbita alegria,

Que a alma reconhece. Como o sol de manhã

Que beija a flor em botão,

A simpatia desperta, no jardim

Do coração…

São corações em sintonia,

Num compasso sereno,

Um bem-querer que floresce, puro, ameno.

Oh, simpatia dos amores,

Que nos faz suspirar, a mais doce melodia

Que a vida pode nos dar.

Um bálsamo gentil,

Um convite a sonhar…


A dor dos amores perdidos

No crepúsculo da memória,

Onde a luz se esvai devagar,

Residem os fantasmas doces dos amores

Que o tempo ousou levar. Não há pranto ruidoso,

Nem a fúria da perda recente,

Apenas um véu cinzento, um suspiro dormente.

Cada rosto, uma aquarela desbotada pela chuva

Dos anos, cada promessa, um eco perdido

Entre desenganos.

São cancões que não tocam mais,

Mas cuja melodia insiste,

Num tom menor, persistente, na alma

Que ainda resiste.


Lembro-me de mãos que um dia

Buscaram as minhas com ardor, e de olhos

Que espelhavam um futuro cheio de cor.

Hoje, são estrelas distantes,

Brilho pálido no céu do meu peito,

Fragmentos de um vitral quebrado,

Sem conserto, sem jeito.

O Outono da existência traz consigo esta névoa

Sútil,

O perfume das filhas caídas,

De um afecto que foi juvenil.

Não é tristeza amarga, mas um langor 

Que me veste,

Como um manto de saudades

Do que a vida não me deu ou me reste.

E neste jardim de ausências,

Onde o silêncio é flor,

Caminho entre as lembranças,

Colhendo a melancolia do amor

Que se foi, como um barco que some

No horizonte marinho, deixando apenas

A brisa fria e o sentimento de estar

Sozinho…

Com a beleza pungente do que

Um dia me fez encontrar,

E que agora,

Em suave tristeza,

Aprendo a recordar.


Nostalgia

Ah, esta palavra que mora no peito,

Hóspede agridoce,

Cancão que a alma entoa em surdina.

Nostalgia!

Um eco teu que ficou em mim,

A tua ausência que se faz

Presente em cada canto da memória,

Em cada silêncio que grita teu nome,

Silêncio, silêncio,

É o sol da manhã que parece menos

Cintilante sem o teu sorriso

Para acendê-lo por completo.

É a melodia que toca e, de repente,

Traz à tona o perfume exacto da tua pele,

O jeito manso do teu olhar

Que me despia a alma.

O café esfria na xícara, esquecido,

Enquanto a mente viaja para aqueles dias

Em que o tempo era nosso cúmplice,

E cada segundo ao teu lado,

Valia uma eternidade. Sinto-a no vazio

Que a tua mão deixou na minha,

No espaço ao lado da cama que parece vasto

E gelado como um deserto.

É a risada que falta para completar a minha,

A voz que o vento não me traz mais,

Apenas sussurros de lembranças.

As estrelas parecem mais distantes,

O luar mais pálido, como se o universo também

Sentisse o peso desta distância que nos separa.

Mas há uma beleza estranha nesta dor,

Uma prova viva do quanto foi real,

Do quanto significou.

Cada pontada de saúde é um tributo ao amor

Que floresceu,

Um lembrete da felicidade

Que um dia nos aqueceu. E nesta espera,

Neste anseio, alimento a esperança

Tímida de um reencontro,

Ou me conformo em carregar-te assim,

Como a mais preciosa e melancólica jóia,

Guardada no relicário do coração.

Saudades, APENAS saudades, 

A tua mais indelével marca

Em mim.


Manifesto do Akai ito

Ah, o sussurro antigo que ecoa nas almas

Antes mesmo de se encontrarem.

Uma cor invisível, tecida no tear os deuses,

Um carmesim que pulsa sob a pele,

Imperceptível ao olhar comum,

Mas sentido como uma cancão silenciosa

No mais íntimo do ser.

Não é sorte vã, quando dois olhares se cruzam e,

Num instante que se eterniza,

Reconhecem no outro a melodia que faltava à própria 

Existência.

Esse fio, que não se vê, dança com o vento dos destinos,

Atravessa montanhas

De desencontros e oceanos de tempo.

Pode esticar-se até quase

Romper a esperança, pode emaranhar-se

Nas voltas que a vida insiste em dar,

Mas sua essência permanece,

Indestrutível, um farol a guiar

Os corações desgarrados de volta

Um ao outro.


Sente-se no arrepio que

Percorre a espinha ao simples toque,

Na certeza inexplicável que floresce no peito

Quando a presença do outro é abrigo.

É o conforto de um lar que nunca se conheceu,

Mas que sempre se esperou.

As mãos se buscam como se guardassem 

A memória de um encaixe perfeito,

Os espíritos se entrelaçam numa dança que

Começou eras antes do primeiro OLÁ!


 
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