Qual seria a razão de se considerar a PAZ como melhor opção?

"O mundo está submerso a várias falhas, a vagabundagem mergulha em nossos corações e, para piorar, nunca nos damos conta disso e, na maioria das vezes, deixamos tudo sem explicação ou esclarecimento óbvio dos nossos governantes". 

Intelectual
A questão principal desta nossa reflexão insere-se nas opiniões dos académicos, intelectuais, sociólogos e históricos. Mediante isto, a indagação mais preponderante seria: qual é a nossa contribuição como académicos e intelectuais nesta situação actual do nosso país? Aliás, só se determinou actual porque o povo decidiu sair pelas ruas, manifestando contra um Partido específico, que está no poder. 
A meu ver, existe um maior descuido por parte de nós, povo, quando assumimos “greves, manifestações acima do normal para resgatar o país”, isto é, o povo é sempre dependente de um líder, não importando o alcance, desde que as suas pretensões externas aparentam estar ligadas aos do povo. Sabemos que nós, seres humanos que temos uma tendência maior em julgar os outros pelos erros que poderíamos ajustar de forma pacífica e eficiente, porém, na maioria escolhemos caminhos totalmente distintos do que pretendemos porque a raiva tomou conta da gente e não sabemos como agir e aceitamos qualquer protesto que pareça a nosso favor. 
Agora, as críticas que me podem fazer a partir deste meu posicionamento terão lógica, pois já está estampado em nossas mentes que alguém está para todos, que alguém está a lutar por nós. Todavia, coloco-lhes um desafio. 
Este desafio é simples quanto alguém que fala: “eu sou aquilo que o povo diz ser”. 
Em suas memoráveis apresentações e discussões, a respeito do fenómeno actual que assola Moçambique, Severino Ngoenha, Paulina Chiziana e António Muchanga proferiram algo velho para sustentar o nosso desafio como um povo “jovem” e que anseia pela liberdade no seu verdadeiro sentido e acompanhamento pelos nossos governantes de forma natural e honesta, deixando uma transparência total para tudo quanto um povo/nação deva saber. Em virtude da proposta de Severino Ngoenha, que espelha a salvação de um povo livre de guerras, de conflitos e, acima de tudo, fora de uma ditadura política que governa ferozmente, porém, danificando seus patrões, o povo, neste caso. Pedia que fossemos levar em consideração esta pretensão do Ngoenha como base para se ouvir, “Moçambique está em PAZ e os seus membros a trabalharem em comunhão para organizar suas secções de governação e cuidados mútuos”. O único imbróglio desta reflexão vem do facto de se exilar um conterrâneo por causa dos seus delírios na vida. Essa seria a determinação, a meu ver, de um escândalo entre membros de um povo, uma nação que espelha um aborto, que espelha um feto sacrificado sem ao menos ter utensílios que lhe possibilitam falar ao mundo, principalmente aos seus pais. A Paulina Chiziane enfatiza um mundo justo, em que os jovens possam tem a liberdade para protestar, sem consequências delicadas e devastadoras. Esta vertente da Paulina Chiziane, mostra-nos que dá mais primazia ao facto dos jovens serem determinados pelo tempo, isto é, os nossos avós venceram a guerra dos 16 anos usando armas, venceram a guerra dos portugueses com bases em armas, por isso, acredita que se os jovens querem vencer desta forma, isto representa a sua época. Por seu turno, António Muchanga, apresenta-nos uma estratégia pré-fabricada para não se dar poderes de governação ao candidato presidencial (Chapo), ou seja, suspeita que o presidente actual não quer sair do poder. O mesmo motivo instilou Ngoenha a pensar no exílio político do presidente por causa do seu envolvimento em várias questões políticas e económicas que assolam o país. Deste modo, se o povo continuar as suas manifestações, pode-se decretar um ESTADO DE EMERGÊNCIA, consequentemente, o presidente poderá ter o seu terceiro mandato.

Por causa disso, eu convido-lhe a reflectir e justificando o nosso desafio tendo em conta as seguintes questões: o que devemos fazer como um povo para que o nosso país não se defina como um aborto? Que papel nós temos como uma sociedade “jovem” perante as verdades eleitorais? Ao reflectir sobre a segunda questão, deve ter em conta o seu voto realizado no dia 09 de Outubro do presente ano lectivo 2024, isto porque o mundo está a se contaminar sem justificar, refutar e, posteriormente confirmar as suas hipóteses. 

Como dissemos, o povo é guiado por um líder que aparenta ter as mesmas pretensões que o povo e daí, apoia-se e usa-os como escudos humanos para garantir os seus intentos. Contudo, eu estou consciente de que a minha posição não será compreendida de imediato e nem aceite pela maioria, porém, quero dizer o seguinte: “existe uma coisa escandalosa frente às eleições que o povo finge demência, sobretudo, quando se trata do candidato presidencial do partido “Podemos”, Venâncio Mondlane. Instilo-vos para que consideremos esse escândalo e a vagabundagem demonstrados pelo mesmo candidato nas eleições autárquicas e, posteriormente nas eleições presidenciais. Ele, mais do que resgatar o povo pacificamente, quer resgatar o povo, usando-o em todas as suas dimensões mais obscuras. 

É claro, o povo alega não ter votado o Partido no poder, porém não existem indícios da vitória do partido “Podemos”. Acho que houve uma certa negligência no acto eleitoral por parte do povo. Nós votamos não para mudar o país, mas para garantir que os mais ricos fiquem mais ricos e os mais pobres fiquem na pobreza, isto é, não votamos no Venâncio Mondlane como alegamos ter votado, apenas usamos a imagem dele como a nossa porque ele têm as mesmas pretensões que o povo e, por causa disso, usa-nos sem reclamações porque vislumbramos um equilíbrio no que desejamos. 

Povo moçambicano, jovens moçambicanos, governantes e, principalmente académicos e intelectuais, são convidados a reflectirem comigo, hoje, a respeito do aborto total que o nosso país está a demonstrar após as eleições presidenciais. Entendamos, mais do que reivindicar as verdades eleitorais, vamos propor melhoria ao jogo, isto é, não vamos simplesmente pensar que o actual poderá trazer boas situações para o povo, e devemos brincar de experimentar o sabor da novidade pois, o acto de um ser humano perante a um intento próprio é “convencer”. 

Vamos promover debates para evitar corrupções, desigualdades, diferenças e implementarmos a diversidade que consista na inclusiva de todos. Meus irmãos, jovens moçambicanos, sabem, o fenómeno actual do nosso país não se difere de um lar construído na base de segredos e falsidades constantes. Digo isso porque uma mulher quando descobre a existência de segredos e falsidades no seio familiar, coloca os seus filhos na sua batalha constante com o marido. Essa batalha culmina sempre com danos catastróficos tanto para os filhos quanto para a mãe que os envolve. 

Com isto eu quero proferir o seguinte: “Moçambique está a ser aproveitado pelo próprio povo moçambicano em todas as dimensões”. O aproveito do país envolve intenções internacionais do que nacionais. Este país só permanece país porque continuamos nele e exigindo de forma constante esclarecimentos. Povo, acorda! Eu suplico, acorda e vamos parar ou desistir de matar uns aos outros por intenções internacionais que não ajudam os nossos intentos.

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