"O mundo está submerso a várias falhas, a vagabundagem mergulha em nossos corações e, para piorar, nunca nos damos conta disso e, na maioria das vezes, deixamos tudo sem explicação ou esclarecimento óbvio dos nossos governantes".
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| Intelectual |
Por causa disso, eu convido-lhe a reflectir e justificando o nosso desafio tendo em conta as seguintes questões: o que devemos fazer como um povo para que o nosso país não se defina como um aborto? Que papel nós temos como uma sociedade “jovem” perante as verdades eleitorais? Ao reflectir sobre a segunda questão, deve ter em conta o seu voto realizado no dia 09 de Outubro do presente ano lectivo 2024, isto porque o mundo está a se contaminar sem justificar, refutar e, posteriormente confirmar as suas hipóteses.
Como dissemos, o povo é guiado por um líder que aparenta ter as mesmas pretensões que o povo e daí, apoia-se e usa-os como escudos humanos para garantir os seus intentos. Contudo, eu estou consciente de que a minha posição não será compreendida de imediato e nem aceite pela maioria, porém, quero dizer o seguinte: “existe uma coisa escandalosa frente às eleições que o povo finge demência, sobretudo, quando se trata do candidato presidencial do partido “Podemos”, Venâncio Mondlane. Instilo-vos para que consideremos esse escândalo e a vagabundagem demonstrados pelo mesmo candidato nas eleições autárquicas e, posteriormente nas eleições presidenciais. Ele, mais do que resgatar o povo pacificamente, quer resgatar o povo, usando-o em todas as suas dimensões mais obscuras.
É claro, o povo alega não ter votado o Partido no poder, porém não existem indícios da vitória do partido “Podemos”. Acho que houve uma certa negligência no acto eleitoral por parte do povo. Nós votamos não para mudar o país, mas para garantir que os mais ricos fiquem mais ricos e os mais pobres fiquem na pobreza, isto é, não votamos no Venâncio Mondlane como alegamos ter votado, apenas usamos a imagem dele como a nossa porque ele têm as mesmas pretensões que o povo e, por causa disso, usa-nos sem reclamações porque vislumbramos um equilíbrio no que desejamos.
Povo moçambicano, jovens moçambicanos, governantes e, principalmente académicos e intelectuais, são convidados a reflectirem comigo, hoje, a respeito do aborto total que o nosso país está a demonstrar após as eleições presidenciais. Entendamos, mais do que reivindicar as verdades eleitorais, vamos propor melhoria ao jogo, isto é, não vamos simplesmente pensar que o actual poderá trazer boas situações para o povo, e devemos brincar de experimentar o sabor da novidade pois, o acto de um ser humano perante a um intento próprio é “convencer”.
Vamos promover debates para evitar corrupções, desigualdades, diferenças e implementarmos a diversidade que consista na inclusiva de todos. Meus irmãos, jovens moçambicanos, sabem, o fenómeno actual do nosso país não se difere de um lar construído na base de segredos e falsidades constantes. Digo isso porque uma mulher quando descobre a existência de segredos e falsidades no seio familiar, coloca os seus filhos na sua batalha constante com o marido. Essa batalha culmina sempre com danos catastróficos tanto para os filhos quanto para a mãe que os envolve.
Com isto eu quero proferir o seguinte: “Moçambique está a ser aproveitado pelo próprio povo moçambicano em todas as dimensões”. O aproveito do país envolve intenções internacionais do que nacionais. Este país só permanece país porque continuamos nele e exigindo de forma constante esclarecimentos. Povo, acorda! Eu suplico, acorda e vamos parar ou desistir de matar uns aos outros por intenções internacionais que não ajudam os nossos intentos.



dezembro 02, 2024
Lacuna - 21

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