Num sopro fugaz, a centelha que dança
E nos ascende,
Um universo contido em cada instante
Que a alma apreende.
Não é mero acaso, nem sorte ao léu
Lancada à brisa,
Mas milagre que pulsa, cancão que se eterniza,
Força indomável que ruge,
Mesmo na mais tenra semente.
É o dom mais sagrado, o fio vibrante, incandescente!
Então ergue a fronte,
Respira este ar que te invade profundo,
Pois cada batida é um grito,
Ecoando pelo mundo.
Nesta tela efémera, és tinta, és traço, és a cor
Mais vital, não desperdices a chance,
Com a ternura do amanhecer,
Pois esta vida,
Esta única vida,
É tudo o que tens para ser!



maio 23, 2025
Lacuna - 21
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