O Silêncio

 Nas entrelinhas do silêncio, encontro-me refugiado

Procurando o mal que atormenta o rio Eufrates

Sem explicação, encaixo-me no encaixe do nada

Acredito que somos apenas laranjas num jogo sujo…

Sabia? 

Seus dedos apontam sempre ao sangue

Ao ferido, ao cadáver morto sem piedade.

Que malditos xitaporas do mundo sem bondade…

Mas que bondade? Se ao menos soubéssemos o significado,

Acho que das entrelinhas do silêncio teríamos a resposta.


Entretanto, é o silêncio chingando o silêncio

É dor de ver o silêncio brincando com o silêncio

Senão o silêncio rebolando pela vergonha que dá ao mundo

Que silêncio estúpido

Maldito

O mal dito está sobreposto ao silêncio

Pois, nem todos estão em silêncio

Tornamo-nos vagabundos do destino infernal

O rio já está seco…demónios passeando pela terra

Nas escadas, o mestre desce, soube, desce

Maldito é o silêncio que invade a minha alma.


0 comments:

Enviar um comentário

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Hostgator Discount Code