Nas entrelinhas do silêncio, encontro-me refugiado
Procurando o mal que atormenta o rio Eufrates
Sem explicação, encaixo-me no encaixe do nada
Acredito que somos apenas laranjas num jogo sujo…
Sabia?
Seus dedos apontam sempre ao sangue
Ao ferido, ao cadáver morto sem piedade.
Que malditos xitaporas do mundo sem bondade…
Mas que bondade? Se ao menos soubéssemos o significado,
Acho que das entrelinhas do silêncio teríamos a resposta.
Entretanto, é o silêncio chingando o silêncio
É dor de ver o silêncio brincando com o silêncio
Senão o silêncio rebolando pela vergonha que dá ao mundo
Que silêncio estúpido
Maldito
O mal dito está sobreposto ao silêncio
Pois, nem todos estão em silêncio
Tornamo-nos vagabundos do destino infernal
O rio já está seco…demónios passeando pela terra
Nas escadas, o mestre desce, soube, desce
Maldito é o silêncio que invade a minha alma.



maio 23, 2025
Lacuna - 21
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